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Ar@quém News - segunda-feira, 28 de abril de 2014

Calçada vazia

Vai tarde, vem noite,
capela da praça;
encobre-se o Sol...
A nuvem que passa
avisa que o dia
rompeu-se de novo.
Eu olho à calçada;
não vejo ninguém!
Cadê seu Zé Pedro?
aquele velhinho
que sempre à noite
sentava, tranquilo,
contando histórias.
Será que morreu?!
Estrelas me contam
Que se sucedeu:
É delas o homem
E o choro é meu!

Benedito Gomes Rodrigues

Ar@quém News - quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Raridade: foto do cantor e compositor Belchior quando criança

Tive a oportunidade de encontrar, através de uma providencial ajuda, um registro histórico precioso, diretamente do fundo do baú. Abaixo, você poderá visualizar um menino montado num cavalo de brinquedo, foto antiga, preto e branco. Mas o que há de mais nisso?

Este mesmo menino, chamado Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes (nome grande, não?), veio depois a fazer sucesso no mundo artístico (ultrapassando as fronteiras do Brasil, inclusive) conhecido popularmente apenas como Belchior.

Criado entre Coreaú e Sobral, deixou aqui muitos familiares, ao tomar o caminho do Sul e virar um verdadeiro cidadão do mundo. Largando a carreira vindoura de médico para se dedicar à arte, cantor e compositor de mão cheia, fez sucesso na sua própria voz e nas vozes de intérpretes aclamados como, por exemplo, Elis Regina e Engenheiros do Havaí. Hoje, é considerado por muitos um dos maiores compositores da MPB.

Nosso agradecimento a Teresa Maria Belchior Fontenele, de Coreaú, prima de Belchior, que cordialmente nos cedeu esta foto de seu arquivo pessoal.


Ar@quém News - domingo, 2 de fevereiro de 2014

Dia de Nossas Senhora das Candeias


Hoje é dia de Nossa Senhora das Candeias e, como manda a tradição, algumas casas ainda colocam em suas janelas lamparinas, candeeiros ou velas - ação simbólica da religiosidade e da cultura local. Quem se recorda de uma década para trás nessa região terá no rol de suas lembranças a cena bonita que era o entardecer com aqueles pinguinhos de luz espalhados por tantas casas simples, sobretudo no interior e nos bairros pobres.

A mesma religiosidade orienta, salvo engano, no dia de Nossa Senhora de Fátima, que se enfeite a frente das casas com flores, decoração feita em maior parte com as que nascem livres pelo nosso sertão. Bem me lembro da alegria que era sair cedo à cata das flores e vê-las espalhadas por praticamente todas as casas.

Por Benedito Rodrigues

Ar@quém News - quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Quando a vaidade nos destrói

A vela da vida
durou tão pouco
naquele que amou demasiadamente
suas próprias angústias
e suas próprias vaidades;
sua chama voltou-se contra ele mesmo
e ele não resistiu.
Como narciso,
que esqueceu-se que ao seu lado
existia quem o amasse
e por quem a chama ardesse sem queimar.
Morreu, coitado,
sem saber o que é amar.

Benedito Rodrigues

Ar@quém News - sábado, 4 de janeiro de 2014

Dê uma pausa

Deixemos de lado os ditos e não-ditos e nos atenhamos ao instante próprio e sua incompletude. O que lhe resta fazer neste AGORA que lhe escorre pelas mãos, feito a água do rio que não volta mais nunca a ser o que era? Suponho que seja amar, ainda que passageiramente; afinal, o que não é passageiro se encontra dormente, guardado no além de nossa compreensão.  

Benedito Rodrigues

Ar@quém News - quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Galos, Noites e Quintais

“Não sou feliz, mas não sou mudo, hoje eu canto muito mais”, é assim que o cantor e compositor de origem coreauense Belchior fecha sua música intitulada Galos, Noites e Quintais

Quem sabe tal obra não tenha sido gestada sob os céus palmenses ou, pelo menos, traga consigo lembranças da simplicidade deste sertão fincado entre serras e serrotes...

Acredito que nossas origens nos acompanhem até o final terreno, por onde quer que andemos e por mais que tentemos, porventura, negligenciá-las. Sou um pouco da Palma por ande quer que ande; nestas terras dei meus primeiros passos, e sou feito do barro daqui.

Quantos mais filhos deste sertão não ganharam “este mundo de meu Deus”, fazendo o seu caminho, com saudade da tranquilidade dos quintais, do soar do vento à tarde e do cantar dos galos pela manhã ou na solidão da madrugada? Com a mesma naturalidade destes galos canta Belchior, esbanjando poesia e musicalidade.

Deixo que ele fale, pois dispensa comentários ou introduções:



Benedito Rodrigues
Neste blogue e no blog Crônicas do Boqueirão

Ar@quém News - quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

A profundidade do ridículo

A literatura é uma caricatura. Nela, os autores, com suas verves treinadas para a escrita, nada mais fazem (o que não é pouco!) que imprimir uma marca pessoal/histórica naquilo que a vida já oferece aos montes. Basta um olhar mais cuidadoso, regado da curiosidade infantil e do espanto típico dos loucos, para notar as excentricidades, ironias e absurdos que se esbanjam pelo mundo, cujo valor passa despercebido aos olhos dos “comuns”.

Um escritor ou um poeta encontraria muitos personagens interessantes, por exemplo, nas terras de Coreaú. Alguns já os têm retratado - com maestria, até -, mas a fonte passa longe de ter se esgotado.

Nossos tipos populares, “doidos”, cachaceiros, andarilhos, e outros mais, aqueles que são excluídos, postos em cena na mangação, são, na realidade - aqui como em outros lugares -  seres de um profundo simbolismo, e que no seu ridículo, nos seus tiques, nas suas manias, trazem à tona nada menos que o insuportável para os “saudáveis” e nas suas fantasias mostram o homem que quer mais do que alcança. 
Dom Quixote, uma das maiores obras da literatura universal, traz-nos a figura de um louco, como qualquer um desses que vemos por aí, o qual nos espanta não pelo que temos de diferente dele, mas pelo que temos de similar, este beiral da loucura que nos acompanha cotidianamente; sabemos nós não sermos tão “melhores” do que eles e rimos do que mais tememos. 

Não existe uma barreira clara entre “nós” e “eles”. Somos todos humanos, com diferentes formas de se iludir perante a brutalidade do real. 

Afeiçoo-me muito a estes “excêntricos” vagabundos - ou os que “vagam pelo mundo” - sem os quais perderia a ocasião de muitas das minhas mais valiosas reflexões sobre esta vida. Quem sabe noutros textos me aprofunde mais em casos específicos... mas, enquanto não o faço com a necessária disciplina de escrever, que tal se você, como eu o já o fiz, se espantasse um pouco e tentasse ver o que há nas entrelinhas do ridículo que anda à sua frente?

Benedito Rodrigues

Ar@quém News - segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

As calçadas e o interior

As calçadas são saudosas, intermédio entre a proteção e privacidade da casa e a publicidade da rua. Sempre notei, aqui no interior, que alguns idosos - sobretudo eles - marcam um horário certo para se sentar à calçada. Diariamente, ficam pensativos por horas ali, observando sabe-se lá o que, talvez se lembrando daquilo que viveram, esperando alguma visita para a risonha “prosa”, às vezes com um fiel cachorro vira-lata por perto. 

É na calçada que se fala da vida alheia, que se conta estória de pescador, que se reúne a família à noite para conversar, que se joga o dominó ou o baralho. Tem gente que até janta na calçada, mesmo com as rajadas de poeiras que eventualmente vêm. Arma-se a rede entre as árvores e se põe a balançar, à luz dos postes e da lua. 

Essa calmaria é tão emblemática! Diferente das calçadas da grande cidade, em que se cruzam as pessoas sem se olharem - onde tamanho é o movimento que se apaga até a pintura da cerâmica que as recobre pela fricção de tantos sapatos que vão e vem -, mas à noite se esvaziam, morrem, pelo medo da rua. 

As calçadas cheias de gente no interior são sinais de saúde nestas comunidades, e é nas trocas que se estabelecem nelas que se fortalecem os vínculos entre os que ali partilham o mesmo espaço em comum. É ali que se vê mais visivelmente o sentido de comunidade.

[em acréscimo, um poema que um dia fiz sobre as calçadas, AQUI.]

Benedito Rodrigues

Ar@quém News - domingo, 31 de março de 2013

Festival de Leruá em Coreaú





Quem venceu o I Festival de Leruá de Coreaú, foi o grupo do "Nego do Juranda" que conquistou 172 pontos e foi a campeã de 2013. Os quesitos apurados forma: Sincronia, embolado e animação. O festival visou manter a tradição que estava se perdendo ao longo dos anos, e também em homenagear pessoas que fizeram parte de nossa terra, que são: Vicente Chico, Cachica e Nonato Preto. Espera-se que se mantenha a tradição ano após ano. Compareceram ao evento os ilustres, Ministro da Secretária de Portos Leônidas Cristino, Dr. Romildo Teles, o historiador Leonardo Pilda, Jarbas e Dr. Eliton Meneses. Além de familiares dos homenageados.

Fonte: RM no Foco

Ar@quém News - quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Em relação ao debate feito pela APL nas redes sociais

Ontem, 27 de fevereiro de 2013, foi realizado por meio de redes sociais, com a participação de várias pessoas, um debate que tinha como assunto principal a cultura do município de Coreaú.

Foi belíssima a iniciativa. Parabéns a Academia Palmense de Letras (APL) por ter idealizado e promovido o importante evento que tende a contribuir grandemente para o desenvolvimento cultural de nosso município (posto que Coreaú é bastante pobre neste aspecto). E, além disso, parabenizo a APL por ter realizado o debate por meio de redes sociais, visto que, certamente, ele seja o primeiro debate, que discute problemas de nossa cidade, realizado por estes meios. Percebe-se que, quando bem utilizadas, as redes sociais só tendem a contribuir.

Infelizmente, por questões de estudos, não pude participar do debate, mas numa outra oportunidade, certo que terei, darei minha contribuição. Desde já, agradeço pelo convite.

Cultura coreauense é debatida nas redes socias

Uma ideia simples, mas que rendeu. Falo do debate online ocorrido ontem (27.02.2013) no Facebook, acerca da cultura de Coreaú, visando colocar em pauta numa rede social, por vezes tão oca, algo significante, que pudesse enriquecer reflexões acerca da identidade cultural de nossa gente e suas carências. E foi proveitoso! Passeamos de assuntos sérios, relacionados às possíveis e necessárias políticas públicas de cultura, tão escassas e apalermadas por aqui, aos aspectos mais sutis, saudosos e engraçados da cultura da terrinha, desde as comidas típicas aos apelidos, tipos populares, com um tom descontraído que foi chamando progressivamente mais gente pra roda.

Dentre as pautas de políticas e ações da sociedade, passamos por alguns pontos, dentre os quais destaco:
  • A descoberta e valorização dos talentos da terra, dos artistas e artesãos, gente simples por aí, no ostracismo e falta de apoio;
  • Preservação de nosso patrimônio-arquitetônico;
  • Incentivo à criação de espaços culturais, onde possam estar expostas peças de nossa história e cultura, além de servirem como espaço para formação e entretenimento dos cidadãos;
  • Incentivo à produção audiovisual como curtas e fotografia (há muita gente de talento por aí);
  • Apoio à formação e manutenção de grupos culturais, como de hip hop, dança de rua, etc.; 
  • Exibição de filmes, esquetes, música, ao ar-livre nas comunidades, visando fortalecer os laços comunitários e levar a cultura às periferias tão desprivilegiadas nesse aspecto; 
  • Leis que reconheçam nossos patrimônios culturais. 
E no que toca ao saudosismo e o reconhecimento às figuras de nossa terra:
  • Quem já comeu arabu, bolo manzape, mingau de pupa, canapu, guariraba...? 
  • Quem conhece ou conheceu os professores Raimundo Parente, Benorista, Teresinha Fernandes...? 
  • E os mestres da cultura popular, Vicente Chico, Cachica, dentre outros? 
  • E as brincaderias, da bila ao “ramim” que o senhor mandou, ou as descidas de pneu no rio Coreaú?
  • Os tipos populares (loucos, valentões, os gaiatos...), os grandes profissionais que ficaram guardados pelo seu bom serviço prestado, dentre tantos que deram forma à identidade de coreauense?
Relembrar é viver, é questionar, é construir. E é sabendo como chegamos ao estado como estamos hoje e o que temos, culturalmente falando, que podemos pensar o que fazer para construir um futuro mais digno pra nossa gente! Até o próximo debate, que promete render muito mais!
 
Fonte: Blog do Ditim

Ar@quém News - terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Parque Nacional de Ubajara possui teleférico obsoleto

Conhecido por abrigar o menor Parque Nacional do Brasil, o município encontra agora diversos desafios para destacar o turismo local. Um deles é o teleférico que dá acesso à Gruta de Ubajara, cujo equipamento tem se tornado obsoleto para as necessidades da região.

Criado em 1959, o Parque Nacional de Ubajara é o menor do País, tendo o perímetro de 63.604,263m, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Uma de suas principais atrações é a Gruta de Ubajara, aberta ao público e com acesso por meio de trilha ou do teleférico instalado em 1974, com capacidade para dez pessoas.

De acordo com o prefeito de Ubajara, José Romano, mais conhecido como Zezinho, a idade do teleférico é hoje um dos maiores desafios de infraestrutura. Com quase 40 anos, o equipamento tem se tornado obsoleto, causando dificuldades na manutenção. "Não existem mais peças para reposição do teleférico. Da última vez que ele quebrou, foi necessário que comprássemos de outro País. A manutenção do equipamento é feita com muita dificuldade", disse.

Fonte: Diário do Nordeste

Ar@quém News - terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Ar@quém News - quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Ar@quém News - quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Câmara de Tianguá aprova o "Dia Municipal do Evangélico"

A câmara municipal de Tianguá aprovou na sessão do dia 12 de novembro/2012 o Projeto de Lei no 44/2012 de 22.10.2012 que institui o “DIA MUNICIPAL DO EVANGÉLICO”, sendo no 2º domingo de dezembro de cada ano (mesmo dia da Bíblia), onde por lei haverá no dia uma sessão solene na câmara em alusão ao dia, e show cultural gospel em praça pública da cidade custeado pelo pela prefeitura em comemoração e homenagem aos evangélicos do município.

O Projeto de Lei teve a autoria do vereador Carlos Beviláqua, que entendeu justa homenagem por ser tratar de uma classe de pessoas cristãs que pregam a mensagem da palavra de Deus e vidas são transformadas, pois, o trabalhos dos evangélicos contribuem para redução de crimes, violências e número de pessoas nas drogas. Os vereadores de uma forma unânime acatou o projeto de lei, que levou a sanção da prefeita Natália, hoje LEI MUNICIPAL No 707/2012 de 22/11/2012.

O Censo 2012-2013 informou recentemente o crescente no número de Evangélicos no Brasil, e tudo indica que até o próximo Censo este número irá se elevar e muito! O Brasil é um país no qual as religiões convivem com grande paz e harmonia, com muitas pessoas até mesmo tendo contato e convivendo com mais do que uma religião crendo assim que alcançará mais rapidamente a Deus.

Algumas religiões estão ganhando cada vez mais seguidores, como entre os evangélicos que há um crescimento comprovado nos últimos anos. O Brasil que já foi considerado um país de maioria absoluta católica hoje convive com uma variedade maior de religiões e os Evangélicos se fazem presentes em várias frentes, em várias localidades.

No último censo demográfico realizado pelo IBGE comprovou-se que a população evangélica no país cresceu em relação ao último censo realizado no ano de 2000, tendo hoje uma participação de 22,2% entre a população brasileira no ano de 2010, contra 15,4% no censo de 2000, onde no censo do ano de 1991 o percentual era de apenas 9%.

Dentre outras atividades, os evangélicos vem se destacando na prestação de serviços sociais filantrópicos nos setores da educação, saúde, aconselhamentos psíquicos, e na política. Para tanto, merecem a exemplo de alguns Estados e municípios brasileiros, que tenham um dia para comemorarem sua crença, pois a Constituição assegura a liberdade de crença a todos.

Os evangélicos cristãos hoje trazem muitos fatores que contribuem para a sociedade brasileira, procurando pautarem suas vidas nos ensinamentos da Bíblia Sagrada. Com o crescimento desta classe social, dentre as análises feita, e de fatores positivos destacamos nas relações familiares o comportamento reprodutivo.

Segundo estudo, os evangélicos representam um avanço na modernização da sociedade brasileira. Sem falar na contribuição para o mundo Científico-Tecnológico depois da Reforma Protestante. Segundo a pesquisa a taxa de fecundidade entre os evangélicos é de 2,74%, próximo da taxa da população brasileira de 2,58%. “A pesquisa mostrou nitidamente que as igrejas evangélicas tendem a influenciar os seus membros a baixar a taxa de natalidade” (p. 103) FERNANDES Rubem (ISER).

De acordo com dados pesquisados o município de Tianguá aproximadamente a 15% da população é evangélica. É portanto merecedor da honrosa homenagem por seus brilhantes serviços prestados através de seus pastores e membros, afirma o vereador autor do projeto de lei.

Ar@quém News - quarta-feira, 14 de novembro de 2012

A arte de rua em Sobral

Com um traçado seguro e um colorido agradável, percebi essas duas pinturas em lugares próximos um do outro, de Sobral, com a mesma temática - o "grito flores". É uma verdadeira arte em pedaços praticamente abandonados de muros.
 
 
 
Fonte: Blog do Ditim

Ar@quém News - segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Araquém, celeiro de expoentes...

O povoado de Santo Antônio de Pádua do Olho d’Água do Coreaú, que tem como datas referenciais os anos de 1726 (doação do terreno para construção de sua capela), 1742 (inauguração da dita capela), 1757 (oficialização desta capela como Matriz interina do Curato da Ribeira do Coreaú), 1884 (elevação ao predicamento de Distrito de Paz), e 1938 (designação de nova toponímia: Araquém), é possuidor de uma história rica de feitos e fatos que honra o território municipal de Coreaú (vide História de Coreaú, p. 49-51 e 285).

A coragem e a bravura dos portugueses Domingos Álvares Ribeiro, Bento Pereira Viana, Mateus José de Sousa e João da Mota Pereira, fundadores desse nobre distrito, refulgem, agora, no nível cultural da juventude hodierna, que manifesta um invejável grau de conhecimento, uma notável capacidade de análise situacional e, sobretudo, senso crítico aliado ao uso coerente da razão.

Isto não veio por acaso... É fruto de um trabalho sério de jovens idealistas, altamente comprometidos com a educação de sua gente e, mais ainda, compromissados com a transformação da realidade social do distrito de Araquém e, por extensão, do município e cidade de Coreaú.

Todo barco que singra o mar revolto e vence a grande batalha é comandado por um experiente e vibrante timoneiro. Com base neste pressuposto, posso afirmar, com acentuada margem de certeza, que o sucesso da mocidade estudantil de Araquém tem como homem do leme, um cidadão de longo curso, chamado professor José Maria de Lima, que, sem alarde, impulsiona o entusiasmo dos moços araquenhense. Tornando, assim, mais autêntico o seu valioso trabalho. O sol se esconde para que a lua e as estrelas brilhem. As luzes da ribalta e o aplauso da plateia são destinados aos atores e atrizes, jamais ao diretor da peça.

Em conversa com o titular da Cadeira nº 3, da Academia Palmense de Letras - APL, Benedito Gomes Rodrigues (Ditim), fiquei sabendo da existência da AEDI - Associação para Educação e Desenvolvimento Integrado, que congrega boa parte dos jovens estudantes de Araquém. Esta entidade, atualmente, presidida pela universitária Gleiciane Albuquerque, desde o seu limiar até a presente data é acompanhada e estimulada pelo ínclito professor José Maria de Lima, que tem ajudado a moçada do aludido distrito a cantar, com mais garbo, este verso do hino do estudante cearense: “Ideal grandioso e puro ilumina o nosso afã...”.

Parabéns, nobre mestre! Esta homenagem é para o esforçado preletor que busca ampliar o horizonte de seus discípulos, mantendo-se na sacada, envolto na prudência dos cautos. Continue sendo fermento no meio dessa valorosa gente que engrandece Araquém e Coreaú. 

Fortaleza, 11 de novembro de 2012
Leonardo Pildas

Coreaú: resquícios do Brasil Imperial

A Velha Ponte de Madeira construída sobre o rio Coreaú era composta de três pilares de pedra e cal, um em cada extremidade e outro no centro, no leito do rio. Hoje apenas dois destes pilares estão de pé, resistindo assim à ação do tempo. Eles são símbolos de uma época onde o meio de transporte usual era movido à tração animal, tais como caro-de-boi, charrete, etc; ou o próprio animal: cavalo, burro, jumento, etc; ou ainda, os pés, para aqueles que não dispunham de animais. Por esta ponte transitavam os que demandavam à serra da Ibiapaba e outros pontos mais para o norte. 
 





Fonte: História de Coreaú (1702-2002), de Leonardo Pildas
Pauta e fotos: professor Davi Portela 
Fonte: Portal Flora Teles

Ar@quém News - segunda-feira, 29 de outubro de 2012

AEDI realiza o I Encontro de Formação Política Estudantil de Araquém

A AEDI realizou no último sábado (27), em dois turnos, sendo eles tarde e noite, o I Encontro de Formação Política Estudantil de Araquém, onde teve como foco principal discutir os movimentos sociais e a participação dos jovens na política e em diversos segmentos da sociedade.

O evento contou com a importante parceria da Escola de Ensino Médio Ruth Cristino e com a participação de várias pessoas como: Prof.ª Viviane Prado do curso de história da UVA; Cia de Teatro Boneco de Pano de Santana do Acaraú; dos jovens militantes Benedito Gomes, Romell Parente e Paulo Roberto; do Grêmio Estudantil, Prof. José Maria Gomes.

O evento nos dois turnos atingiu um público estimado de 280 estudantes do Ensino Médio, além de universitários e professores de Araquém e de localidades circunvizinhas.

A AEDI agradece a participação de todos e principalmente do grêmio da Escola Ruth Cristino. Agradecemos também a referida escola pela parceria. Seguem abaixo as fotos do evento. 
Fotos Tarde














Fotos Noite















Fonte: Blog da AEDI