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| Foto: Blog Martins em Pauta |
Foi preso em São Paulo um dos integrantes da quadrilha do furto ao Banco Central (BC) de Fortaleza em 2005. Edézio Batista das Neves Sobrinho, um dos condenados pelo crime, estava foragido desde que foi resgatado da prisão onde estava, no Ceará, em fevereiro deste ano. O homem foi detido por policiais do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) em uma favela da Zona Sul da capital paulista. A polícia ainda não deu detalhes sobre a prisão e apontou o criminoso como "mentor e financiador" do roubo ao BC
No dia 5 de fevereiro passado, 10 presos foram resgatados do Instituto Penal Professor Olavo Oliveira (IPPOO II), em Itaitinga, no Ceará, por um bando armado. Entre os fugitivos estava Edézio e outros três integrantes da quadrilha que participou do furto ao Banco Central: Charles Morais, Fernando Carvalho Pereira e Marcos Rogério Machado de Morais, O "Rogério Bocão".
Na ação em Fortaleza, houve intenso tiroteio e uso de armas pesadas, como fuzis e pistolas ponto 40. O bando usou dois ou três carros na fuga. Um sargento e um agente penitenciário foram feridos. O objetivo do grupo armado que invadiu a unidade era libertar Alex Sousa Ribeiro, um sequestrador conhecido como "Alex Gardenal".
O assalto ao BC de Fortaleza ocorreu em agosto de 2005 e é considerado a maior ação contra bancos no Brasil. Usando um túnel cavado a partir de uma casa alugada ao lado do estabelecimento bancário, os ladrões roubaram R$ 164,7 milhões sem serem notados. Até hoje, a polícia não conseguiu recuperar a maior parte do dinheiro.
O imóvel alugado, de acordo com a Polícia Federal (PF) foi utilizado como a sede da empresa fictícia “Grama Sintética”, registrada no nome de Paulo Sérgio de Sousa, identidade falsa de Jorge Luiz da Silva, o “Mineiro”.
Segundo a investigação, a preparação para o assalto durou aproximadamente três meses. Os criminosos escavaram um túnel de 78 metros, a partir da casa nº 1071 da Rua 25 de Março, que levava à parte interna do prédio do Bacen, roubado durante o fim de semana dos dias 6 e 7 de agosto. Como o banco, na ocasião, estava fechado, o assalto só foi descoberto na manhã da segunda-feira seguinte, por funcionários da instituição bancária.
Fonte: O Globo