O Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu, ontem, uma ordem de prisão contra o ditador líbio, Muammar Kadafi, seu filho, Saif al Islam, e o seu cunhado, o chefe da inteligência líbia Abdullah al Senussi. Eles são acusados de crimes de guerra e contra a humanidade. Promotores do TPI, que é sediado em Haia, na Holanda, alegam que os três estiveram envolvidos na morte de manifestantes que se revoltaram em fevereiro contra o governo de Kadafi, que está há 41 anos no poder.
O ditador é o segundo chefe de Estado alvo de um mandado do TPI, depois do sudanês Omar al Bashir, também acusado de crimes de guerra e contra a humanidade. "Kadafi exerce controle absoluto, final e não questionado sobre o aparelho de Estado e as forças de segurança da Líbia", afirmou a juíza Sani Mmasenono Monageng, do TPI, ao fazer a leitura da sentença.
Ela acrescentou que o ditador e Saif al Islam "conceberam e orquestraram um plano para deter e sufocar por todos os meios as manifestações civis" contra o regime, e que Al Senussi usou sua posição de comando para fazer com que os ataques fossem implementados. O governo de Kadafi nega ter atacado civis, dizendo que foi forçado a agir contra gangues criminosas armadas e militantes da rede terrorista Al Qaeda. O mandado torna Kadafi, Saif e Al Senussi suspeitos procurados internacionalmente, mas as prisões só podem ocorrer em países que assinaram o tratado reconhecendo o TPI, o que não é o caso da Líbia. Segundo os Estados Unidos, a ordem de prisão contra Kadafi foi mais uma indicação de que ele perdeu sua legitimidade.
O ditador é o segundo chefe de Estado alvo de um mandado do TPI, depois do sudanês Omar al Bashir, também acusado de crimes de guerra e contra a humanidade. "Kadafi exerce controle absoluto, final e não questionado sobre o aparelho de Estado e as forças de segurança da Líbia", afirmou a juíza Sani Mmasenono Monageng, do TPI, ao fazer a leitura da sentença.
Ela acrescentou que o ditador e Saif al Islam "conceberam e orquestraram um plano para deter e sufocar por todos os meios as manifestações civis" contra o regime, e que Al Senussi usou sua posição de comando para fazer com que os ataques fossem implementados. O governo de Kadafi nega ter atacado civis, dizendo que foi forçado a agir contra gangues criminosas armadas e militantes da rede terrorista Al Qaeda. O mandado torna Kadafi, Saif e Al Senussi suspeitos procurados internacionalmente, mas as prisões só podem ocorrer em países que assinaram o tratado reconhecendo o TPI, o que não é o caso da Líbia. Segundo os Estados Unidos, a ordem de prisão contra Kadafi foi mais uma indicação de que ele perdeu sua legitimidade.
Fonte: Diário do Nordeste
