Ar@quém News - domingo, 27 de novembro de 2011

Preto e branco

Ao contrário do que muitos imaginam, a variedade étnico-cultural existente em nosso país não significa necessariamente um relacionamento harmonioso entre pretos e brancos. Hoje, apesar de termos um conhecimento extraordinariamente maior do que no passado, ainda nos deparamos com casos quem deixam claro os conflitos existentes nas relações interculturais em nosso Brasil.

Já nos habituamos a ver em livros, revistas, jornais e nos demais meios de comunicação relatos que nos permitem concluir que a relação de violência entre senhores e escravos deixou marcas profundas que perduram até os tempos atuais. O chicote que estalava na senzala foi substituído pelo preconceito trazido pelas ofensas verbais. Ser tachado de “carvão” ou “urubu” é um fato comum no decorrer da vida de um negro em nosso país. Mas o pior é que muitos desses acabam aceitando tais insultos com naturalidade quase que assombrosa.

Muitas pessoas afirmam não se importar com a cor da pele. Porém, não hesitam, diante de um trabalho mal feito em afirmar: “- parece trabalho de preto”. Esses preconceitos são muito comuns em nosso meio, mesmo inconscientemente esses cidadãos são influenciados pelos preconceitos já existentes. Outro fator negativo se encontra quando os próprios afro-descendentes desenvolvem preconceitos consigo mesmo. Alguns chegam a discordar de sua origem, de sua cor, fazendo ignorar assim, uma história milenar e grandiosa.

A relação preto e branco vai além do arroz com feijão e do café com leite. Essa relação se estende até nós. Não somos divergentes, somos diferentes até em nossas próprias diferenças e é isso que nos tornam complementares.

Erick Tabosa, estudante do 2º ano da EEM Flora de Queiroz Teles- Extensão de Araquém.
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