Ar@quém News - terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Para Cid, anistia a PMs é ´frouxidão´

Foto: Raul Sipinassé
Do Diário do Nordeste - "Segundo o jornal "Folha de S. Paulo", o governador do Ceará, Cid Ferreira Gomes, afirmou ontem, em entrevista, que a greve de policiais militares deve ser considerada "crime federal" e que conceder "anistia" aos manifestantes é "frouxidão".

O Ceará foi o primeiro estado do Brasil a enfrentar uma greve de PMs em 2012. O movimento começou ainda em 29 de dezembro do ano passado e persistiu até 4 de janeiro. A ausência de medidas administrativas contra os grevistas foi uma das condições impostas pelos líderes do movimento ao governo estadual para suspender a paralisação, que provocou uma onda de pânico em Fortaleza e algumas cidades do Interior, em meio a registros e boatos de aumento de ocorrências policiais.

Na Bahia, os grevistas também reivindicam não serem penalizados pela paralisação, proibida por Lei aos PMs. O governador da Bahia, Jacques Wagner (PT), afirmou que não concederá "anistia", inclusive porque só o Congresso Nacional pode aprovar lei anistiando policiais que cometem crimes militares.

Conforme a matéria, "sem fazer referência à greve de PMs na Bahia", o governador afirmou que "na hora que se concedeu a anistia, isso é uma frouxidão". "Greve não é uma iniciativa de quem quer negociação. Greve é uma medida extrema", disse.

A reportagem do Diário do Nordeste entrou em contato com a Assessoria de Comunicação do governador, que preferiu não comentar o assunto. Segundo a "Folha", Cid alertou que o governo federal esteja preparado para enviar grandes efetivos de segurança em casos de paralisações de policiais que, acredita, podem se repetir em outros estados, como na Bahia.

Para o governador, as atuais greves têm sido articuladas depois do movimento nacional da categoria pela aprovação da PEC 300, projeto de emenda constitucional que visa unificar os pisos salariais das PMs.

"A PEC não andou, mas essa luta permitiu que eles se conhecessem nacionalmente, trocassem experiências, e resolveram fazer esses movimentos", cita."
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