Por Benedito Gomes Rodrigues / Blog PT Coreaú - "É engraçado como as coisas acontecem de fronte aos nossos olhos, porém teimamos em persistir cegos. A denúncia instaurada contra o atual prefeito e vice-prefeito coreauenses – de propaganda eleitoral antecipada – deve servir como um clarão que nos acorde do coma de leseira e, então, vejamos a chuva de sem-vergonhices com as quais o dinheiro público de nosso município é desperdiçado.
Não é de agora que é feita propaganda eleitoral antecipada. Pergunto-me qual a utilidade real, por exemplo, daquela lindíssima (por sinal) enorme e cara placa, na entrada para o centro da cidade. É um gigante cartaz eleitoral, onde repousa hoje (solenemente) uma frase, demonstrativa dos dotes filosóficos e proféticos do prefeito, divulgando em palavras seu amor pela Velha Palma e empenho em fazê-la desenvolver – onde antes, usemos nossa memória, anunciava-se a reforma do prédio da Prefeitura; quem me dera tê-la visto.
Estamos num município rico. Tão rico é, que além de se promover festas gratuitas (ao menos na ilusão de gratuidade) para a inauguração de obras, inventou-se de promover festas também na assinatura da ordem de serviço. Ô povo festeiro, nãh! O pão e circo viciante e alienante das massas coreauenses chega ao ridículo. Quem mais ganha são os empresários de banda e distribuidores de bebida alcoólica. Ao povo cabe a ressaca e o bolso vazio no dia seguinte. Um toque aos curiosos: as licitações de shows são espetacularmente fáceis de encher de brechas, pois não possuem um padrão de preços fixos e normatizados, ou seja, tanto se pode dizer que se fez um show por dez mil reais quanto por duzentos mil; quem dita o preço é a banda, e, porventura, com alguns acordos.
No começo deste ano, percebemos em várias residências o calendário distribuído pela Prefeitura, confeccionado com recursos públicos, onde se nota em grande tamanho e destaque anúncio de obras da mesma e de obras que nem dela são, mas estaduais e federais, que a esperteza os fazem tomar como sendo deles. Ora, a nossa cidade ainda é sede microrregional e, portanto, na estratégia de escolha para a construção de sedes de alguns serviços, como o novo prédio do INSS, sai melhor em Coreaú, para o acesso das cidades vizinhas. A nova escola estadual em Araquém é mérito dos estudantes e professores de lá, e de mais ninguém.
Mas, enfim, sem me estender em minhas angústias acerca dos rumos que toma nosso município. Prefiro rir a chorar da comédia (sutilmente fundida à tragédia) que se faz com o nosso povo apanhando (talvez de besta). O que faremos, deixo o desafio, além de nos lamentar ou fingir que nada acontece? Prefiro pensar sonhos e projetos coletivos."
Não é de agora que é feita propaganda eleitoral antecipada. Pergunto-me qual a utilidade real, por exemplo, daquela lindíssima (por sinal) enorme e cara placa, na entrada para o centro da cidade. É um gigante cartaz eleitoral, onde repousa hoje (solenemente) uma frase, demonstrativa dos dotes filosóficos e proféticos do prefeito, divulgando em palavras seu amor pela Velha Palma e empenho em fazê-la desenvolver – onde antes, usemos nossa memória, anunciava-se a reforma do prédio da Prefeitura; quem me dera tê-la visto.
Estamos num município rico. Tão rico é, que além de se promover festas gratuitas (ao menos na ilusão de gratuidade) para a inauguração de obras, inventou-se de promover festas também na assinatura da ordem de serviço. Ô povo festeiro, nãh! O pão e circo viciante e alienante das massas coreauenses chega ao ridículo. Quem mais ganha são os empresários de banda e distribuidores de bebida alcoólica. Ao povo cabe a ressaca e o bolso vazio no dia seguinte. Um toque aos curiosos: as licitações de shows são espetacularmente fáceis de encher de brechas, pois não possuem um padrão de preços fixos e normatizados, ou seja, tanto se pode dizer que se fez um show por dez mil reais quanto por duzentos mil; quem dita o preço é a banda, e, porventura, com alguns acordos.
No começo deste ano, percebemos em várias residências o calendário distribuído pela Prefeitura, confeccionado com recursos públicos, onde se nota em grande tamanho e destaque anúncio de obras da mesma e de obras que nem dela são, mas estaduais e federais, que a esperteza os fazem tomar como sendo deles. Ora, a nossa cidade ainda é sede microrregional e, portanto, na estratégia de escolha para a construção de sedes de alguns serviços, como o novo prédio do INSS, sai melhor em Coreaú, para o acesso das cidades vizinhas. A nova escola estadual em Araquém é mérito dos estudantes e professores de lá, e de mais ninguém.
Mas, enfim, sem me estender em minhas angústias acerca dos rumos que toma nosso município. Prefiro rir a chorar da comédia (sutilmente fundida à tragédia) que se faz com o nosso povo apanhando (talvez de besta). O que faremos, deixo o desafio, além de nos lamentar ou fingir que nada acontece? Prefiro pensar sonhos e projetos coletivos."