Ar@quém News - quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O remédio é zerar impostos

Em um país conhecido por ter uma das maiores cargas tributárias do planeta, o governo federal poderia, num rompante de decência, tomar uma medida digna e humana: zerar os impostos sobre remédios.

Na enorme lista de maldades decorrentes da fúria arrecadatória, merece destaque sermos líder mundial em esfolar doentes. Segundo um recente estudo, entre 38 países, o Brasil é recordista em tributação sobre medicamentos vendidos sob prescrição.

É muita crueldade. Em média, 35,7% do preço que o consumidor paga na farmácia são impostos. Por força desses preços abusivos, milhares de pacientes são obrigados a abandonar tratamentos ou nem sequer começá-los.

Taxar pesadamente um produto de primeira necessidade, para alguns uma questão de vida ou morte, é uma política imoral. A maioria dos países pratica alíquotas de no máximo 5% - chegando a zero no Canadá, México e Reino Unido, por exemplo.

É só querer, e nem vai doer tanto assim: o valor vindo dos medicamentos representa 0,16% do total arrecadado. Não há justificativa para manter essa lógica assassina.

Curioso é que tanto a presidente Dilma quanto o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, já manifestaram apoio a essa ideia de baixar os impostos dos medicamentos. Pena que não moveram um dedo para isso. Vamos cutucar, então.

E deixar claro outro ponto fundamental: o governo precisa ficar de olho na indústria farmacêutica.

Sem tabelamento e rigoroso controle de preços, duvido que os capitalistas do setor repassem benefícios para o consumidor. Desconto, para essa turma, só se for imposto, na marra.

Fonte: O Provocador
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