Em um país conhecido por ter uma das maiores cargas tributárias do planeta, o governo federal poderia, num rompante de decência, tomar uma medida digna e humana: zerar os impostos sobre remédios.
Na enorme lista de maldades decorrentes da fúria arrecadatória, merece destaque sermos líder mundial em esfolar doentes. Segundo um recente estudo, entre 38 países, o Brasil é recordista em tributação sobre medicamentos vendidos sob prescrição.
É muita crueldade. Em média, 35,7% do preço que o consumidor paga na farmácia são impostos. Por força desses preços abusivos, milhares de pacientes são obrigados a abandonar tratamentos ou nem sequer começá-los.
Taxar pesadamente um produto de primeira necessidade, para alguns uma questão de vida ou morte, é uma política imoral. A maioria dos países pratica alíquotas de no máximo 5% - chegando a zero no Canadá, México e Reino Unido, por exemplo.
É só querer, e nem vai doer tanto assim: o valor vindo dos medicamentos representa 0,16% do total arrecadado. Não há justificativa para manter essa lógica assassina.
Curioso é que tanto a presidente Dilma quanto o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, já manifestaram apoio a essa ideia de baixar os impostos dos medicamentos. Pena que não moveram um dedo para isso. Vamos cutucar, então.
E deixar claro outro ponto fundamental: o governo precisa ficar de olho na indústria farmacêutica.
Sem tabelamento e rigoroso controle de preços, duvido que os capitalistas do setor repassem benefícios para o consumidor. Desconto, para essa turma, só se for imposto, na marra.
Na enorme lista de maldades decorrentes da fúria arrecadatória, merece destaque sermos líder mundial em esfolar doentes. Segundo um recente estudo, entre 38 países, o Brasil é recordista em tributação sobre medicamentos vendidos sob prescrição.
É muita crueldade. Em média, 35,7% do preço que o consumidor paga na farmácia são impostos. Por força desses preços abusivos, milhares de pacientes são obrigados a abandonar tratamentos ou nem sequer começá-los.
Taxar pesadamente um produto de primeira necessidade, para alguns uma questão de vida ou morte, é uma política imoral. A maioria dos países pratica alíquotas de no máximo 5% - chegando a zero no Canadá, México e Reino Unido, por exemplo.
É só querer, e nem vai doer tanto assim: o valor vindo dos medicamentos representa 0,16% do total arrecadado. Não há justificativa para manter essa lógica assassina.
Curioso é que tanto a presidente Dilma quanto o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, já manifestaram apoio a essa ideia de baixar os impostos dos medicamentos. Pena que não moveram um dedo para isso. Vamos cutucar, então.
E deixar claro outro ponto fundamental: o governo precisa ficar de olho na indústria farmacêutica.
Sem tabelamento e rigoroso controle de preços, duvido que os capitalistas do setor repassem benefícios para o consumidor. Desconto, para essa turma, só se for imposto, na marra.
Fonte: O Provocador