A quebra da autonomia universitária é a principal crítica de reitores após a aprovação pelo Senado na última terça-feira do projeto de lei que prevê que 50% das vagas em universidade federais sejam reservadas para alunos que cursaram o ensino médio integralmente em escolas públicas, unificando assim a divisão das vagas por cotas sociais e raciais.
Representante dos reitores, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) posiciona-se contra o projeto desde que a tramitação começou na Câmara dos Deputados. "Quase todos os reitores são a favor de políticas afirmativas, mas as ações devem ser estabelecidas a partir da autonomia, respeitando a especificidade de cada região", afirma o presidente da entidade, Carlos Maneschy.
O texto vai ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff (PT) em até 15 dias e passará a valer assim que for publicado. As universidades federais terão até quatro anos para se adaptar às novas regras.
Reitor da Federal do Pará (UFPA), Maneschy ressalta que a uniformidade não é uma boa saída. "Aqui no Pará, definimos cota de 50% para escola pública. Mas nós que decidimos e tenho certeza de que essa fórmula não pode ser aplicada em todas".
A notícia também não foi bem recebida na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que tem um dos cursos de Medicina mais bem avaliados e disputados do País. "Ações devem ser feitas e estimuladas, mas é um assunto que deveria ficar para a universidade", declarou o reitor, Walter Albertoni.
O reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Roberto Salles, criticou a aprovação pelo Senado da reserva de metade das vagas das instituições federais para alunos da escola pública. Ele classificou a decisão como uma "intromissão indevida". "O Senado está transferindo a responsabilidade do ensino médio de qualidade, que cabe aos governadores e prefeitos, para as universidades. Estão passando o pepino", afirmou Salles.
Lá, em 2009, a cota equivalia a 10% dos novos estudantes. O percentual foi aumentando progressivamente. Recentemente, a instituição aprovou a reserva de 25% das 9.940 vagas para 2013. "As instituições federais têm instituído a reserva de vagas de acordo com as suas possibilidades, dentro da sua autonomia", diz Salles.
Representante dos reitores, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) posiciona-se contra o projeto desde que a tramitação começou na Câmara dos Deputados. "Quase todos os reitores são a favor de políticas afirmativas, mas as ações devem ser estabelecidas a partir da autonomia, respeitando a especificidade de cada região", afirma o presidente da entidade, Carlos Maneschy.
O texto vai ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff (PT) em até 15 dias e passará a valer assim que for publicado. As universidades federais terão até quatro anos para se adaptar às novas regras.
Reitor da Federal do Pará (UFPA), Maneschy ressalta que a uniformidade não é uma boa saída. "Aqui no Pará, definimos cota de 50% para escola pública. Mas nós que decidimos e tenho certeza de que essa fórmula não pode ser aplicada em todas".
A notícia também não foi bem recebida na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que tem um dos cursos de Medicina mais bem avaliados e disputados do País. "Ações devem ser feitas e estimuladas, mas é um assunto que deveria ficar para a universidade", declarou o reitor, Walter Albertoni.
O reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Roberto Salles, criticou a aprovação pelo Senado da reserva de metade das vagas das instituições federais para alunos da escola pública. Ele classificou a decisão como uma "intromissão indevida". "O Senado está transferindo a responsabilidade do ensino médio de qualidade, que cabe aos governadores e prefeitos, para as universidades. Estão passando o pepino", afirmou Salles.
Lá, em 2009, a cota equivalia a 10% dos novos estudantes. O percentual foi aumentando progressivamente. Recentemente, a instituição aprovou a reserva de 25% das 9.940 vagas para 2013. "As instituições federais têm instituído a reserva de vagas de acordo com as suas possibilidades, dentro da sua autonomia", diz Salles.
Fonte: Diário do Nordeste