Ar@quém News - segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Leitores da Folha divergem sobre diploma de jornalismo

Clóvis Rossi foi feliz e disse bem, no texto "Verbos que não se ensinam" (Tendências/Debates, 1º/9), ao defender o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista. Os grandes jornalistas do passado nunca pisaram numa sala de aula de jornalismo e, mesmo assim, são verdadeiros mestres do ofício. Para ser bom jornalista é preciso saber ler, ver, ouvir, ter boa formação cultural, curiosidade e saber contar uma história, sempre pautado pela ética. Nada disso se aprende na faculdade de jornalismo. É preciso acabar com essa reserva de mercado que insistem em impor.

RENATO KHAIR (São Paulo, SP)

*

A seção Tendências/Debates, sempre ótima, abordou no sábado (1º/9) a questão do diploma obrigatório de jornalismo para o exercício da profissão --um debate que o STF e o Congresso deveriam realizar e não o fazem, em geral. Fico com a opinião de José Hamilton Ribeiro (autor do texto "Que jornalista é esse?" ) apenas porque sou jornalista e conheço as dificuldades de nosso mercado de trabalho. Não acho que grandes jornalistas tenham ficado sem emprego mesmo não sendo formados, já que isso não aconteceu durante a vigência da obrigatoriedade do diploma.

AURIDEA SAMPAIO DE SOUZA (Itajubá, MG)

*

Apesar de bem fundamentados, nos dois artigos publicados em Tendências/Debates sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalismo faltou abordar como fica a qualidade dos textos e da apuração das reportagens em veículos regionais e do interior. Não será raro verificar nessas redações profissionais analfabetos funcionais pagos a preço de banana, sem a formação cognitiva e educacional para respeitar a língua portuguesa e trazer informações corretas para o leitor, como há na grande imprensa. Não quero nem abordar a questão da fragmentação da força da categoria com o fim do diploma.

LUÍS HUMBERTO ROCHA CARRIJO (São Paulo, SP)
Comentários
0 Comentários