A “terapia de conversão” de gays, que alega ajudar os homens a superarem uma atração indesejada pelo mesmo sexo - mas que já foi amplamente atacada como não científica e danosa - está enfrentando seus primeiros testes na Justiça norte-americana.
Em Nova Jersey, na terça-feira (27/11), quatro homossexuais que passaram pela terapia entraram com um processo contra um importante grupo de aconselhamento, acusando-o de práticas enganosas sob o Ato de Fraude ao Consumidor.
Os antigos clientes disseram que ficaram emocionalmente marcados por falsas promessas de transformação íntima e por técnicas de humilhação que incluíam ficar nus na frente do conselheiro e bater em imagens de suas mães. Eles pagaram milhares de dólares em sessões e no final ouviram que a falta de mudança em seus sentimentos sexuais deveu-se a sua própria culpa.
Na Califórnia, terapeutas de gays buscaram a Justiça para argumentar pelo outro lado. Eles estão procurando impedir que entre em vigor uma nova lei estadual, sancionada pelo governador Jerry Brown em setembro e celebrada como um marco por defensores dos direitos dos gays, que proíbe as terapias de conversão para menores.
Em Sacramento, nesta sexta-feira (30), um juiz federal vai ouvir o primeiro de dois questionamentos legais feitos por grupos de direito conservadores alegando que a proibição é inconstitucional por ser uma infração à livre expressão, à religião e à privacidade.
Desde os anos 70, quando as associações de saúde mental pararam de taxar a homossexualidade como um distúrbio, uma pequena rede de terapeutas renegados, líderes religiosos conservadores e aqueles que se dizem “técnicos para a vida” continuou a argumentar que a homossexualidade não é inata, e sim uma aberração enraizada em algum trauma de infância. A homossexualidade é causada, segundo esses terapeutas, por uma repressão do desenvolvimento masculino normal, muitas vezes por pais distantes e mães super-protetoras ou por episódios de abuso sexual infantil.
Em Nova Jersey, na terça-feira (27/11), quatro homossexuais que passaram pela terapia entraram com um processo contra um importante grupo de aconselhamento, acusando-o de práticas enganosas sob o Ato de Fraude ao Consumidor.
Os antigos clientes disseram que ficaram emocionalmente marcados por falsas promessas de transformação íntima e por técnicas de humilhação que incluíam ficar nus na frente do conselheiro e bater em imagens de suas mães. Eles pagaram milhares de dólares em sessões e no final ouviram que a falta de mudança em seus sentimentos sexuais deveu-se a sua própria culpa.
Na Califórnia, terapeutas de gays buscaram a Justiça para argumentar pelo outro lado. Eles estão procurando impedir que entre em vigor uma nova lei estadual, sancionada pelo governador Jerry Brown em setembro e celebrada como um marco por defensores dos direitos dos gays, que proíbe as terapias de conversão para menores.
Em Sacramento, nesta sexta-feira (30), um juiz federal vai ouvir o primeiro de dois questionamentos legais feitos por grupos de direito conservadores alegando que a proibição é inconstitucional por ser uma infração à livre expressão, à religião e à privacidade.
Desde os anos 70, quando as associações de saúde mental pararam de taxar a homossexualidade como um distúrbio, uma pequena rede de terapeutas renegados, líderes religiosos conservadores e aqueles que se dizem “técnicos para a vida” continuou a argumentar que a homossexualidade não é inata, e sim uma aberração enraizada em algum trauma de infância. A homossexualidade é causada, segundo esses terapeutas, por uma repressão do desenvolvimento masculino normal, muitas vezes por pais distantes e mães super-protetoras ou por episódios de abuso sexual infantil.
Fonte: Portal Uol
