Os dois candidatos à Prefeitura de Fortaleza que disputaram o segundo turno em 2012 gastaram, juntos, a nada modesta quantia de R$ 30,2 milhões na campanha. A bolada usada por Roberto Cláudio (PSB) e Elmano de Freitas (PT) é cinco vezes maior que o volume total de despesas dos oito demais concorrentes, derrotados no primeiro turno – R$ 5,7 milhões.
O cálculo foi feito pelo O POVO com base na prestação de contas de Elmano e Roberto Cláudio, divulgada ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os números mostram que RC, vencedor do pleito, desembolsou quase R$ 7 milhões a mais que o adversário. Elmano, por sua vez, parece ter saído no prejuízo duplo. Além de ter sido derrotado nas urnas, gastou mais do que o que tinha em caixa: a receita declarada ficou em R$ 9,14 milhões; a despesa, R$ 11,6 milhões.
Quem financia
O cálculo foi feito pelo O POVO com base na prestação de contas de Elmano e Roberto Cláudio, divulgada ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os números mostram que RC, vencedor do pleito, desembolsou quase R$ 7 milhões a mais que o adversário. Elmano, por sua vez, parece ter saído no prejuízo duplo. Além de ter sido derrotado nas urnas, gastou mais do que o que tinha em caixa: a receita declarada ficou em R$ 9,14 milhões; a despesa, R$ 11,6 milhões.
Quem financia
A origem da maior parte do dinheiro que financiou as candidaturas de Elmano e Roberto Cláudio é desconhecida, pois foi repassada pelas direções partidárias. Na página do TSE na Internet, o doador é identificado apenas como “direção estadual/nacional” da sigla, sem detalhar a empresa ou pessoa física que cedeu o valor à legenda. Assim, fica impossível saber a procedência de 60% da verba do petista e de 68% da receita do prefeito eleito.
Entre os doadores especificados na lista do TSE, destacam-se grandes indústrias, construtoras e empresas campeãs de exportação no Ceará – algumas parceiras do poder público em grandes obras e incentivos fiscais.
A maior financiadora da disputa foi a Paquetá Calçados, uma das maiores empresas do ramo no País, que desembolsou R$ 1,9 milhão para a campanha de Roberto Cláudio. Depois dela, o empresário do setor da construção civil Beto Studart foi o mais “mão aberta” da campanha, aplicando R$ 800 mil para RC e mais R$ 504 mil para Elmano (ver quadro abaixo).
A prestação de contas revela, ainda, algumas curiosidades. A empresa Norsa Refrigerantes, pertencente ao grupo empresarial do ex-senador tucano Tasso Jereissati (cuja sigla, o PSDB, tinha um candidato na disputa, Marcos Cals) doou R$ 30 mil para Elmano e mais R$ 100 mil para RC. Para Cals, no entanto, não houve nenhuma doação registrada pela empresa.
Entre os doadores especificados na lista do TSE, destacam-se grandes indústrias, construtoras e empresas campeãs de exportação no Ceará – algumas parceiras do poder público em grandes obras e incentivos fiscais.
A maior financiadora da disputa foi a Paquetá Calçados, uma das maiores empresas do ramo no País, que desembolsou R$ 1,9 milhão para a campanha de Roberto Cláudio. Depois dela, o empresário do setor da construção civil Beto Studart foi o mais “mão aberta” da campanha, aplicando R$ 800 mil para RC e mais R$ 504 mil para Elmano (ver quadro abaixo).
A prestação de contas revela, ainda, algumas curiosidades. A empresa Norsa Refrigerantes, pertencente ao grupo empresarial do ex-senador tucano Tasso Jereissati (cuja sigla, o PSDB, tinha um candidato na disputa, Marcos Cals) doou R$ 30 mil para Elmano e mais R$ 100 mil para RC. Para Cals, no entanto, não houve nenhuma doação registrada pela empresa.
Fonte: O Povo Online