Ar@quém News - segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Do tédio e da falta de perspectivas

Em tenra idade, e até os dias de hoje, deparei-me com o tédio, qual seja da pobreza e do sofrimento imputado duma vida sem norte. Trato dos rincões, das ruelas, dos vilarejos dessa terra da Palma (ora Coreaú) de patrões e explorados. À janela, a ausência de oportunidades, de sentido... tantos pais de família à espera de bicos, agricultores sem terra e sem acompanhamento técnico. Donas de casa presas às novelas e à rotina caseira, tão somente! Jovens às ruas, ócio...
Emprego? Só longe! Cultura popular? Ocupação? Integração das comunidades? Animação às ruas para fugir do monótono? Difícil se ver!

Não é à toa que em época de eleição, o emprego de Prefeitura como moeda de troca pelo voto é tão apraz, ou que as esmolas distribuídas são tão bem aceitas. Continuo a pensar, entretanto, que a única saída para o tédio oriundo do vício alimentado pela miséria, é um projeto, não qualquer, um projeto comum.

Não é difícil, nem tampouco oneroso, promover atividades para sacudir a Palma com o som da cultura de nossa gente, com o esporte, com a dança, com o cinema, com o teatro...! Só custo crer que do conservadorismo nasça isso! 

Fonte: Blog do Ditim
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