Ar@quém News - domingo, 9 de junho de 2013

Abate de tartarugas no Ceará ameaça a espécie

Chega a ser mais rentável que peixe. E com a dimensão do marzão que “não tem fim”, a sensação de alguns pescadores é de que não vai faltar tartaruga marinha. Por isso, eles as tomam de “presente” quando se engancham na rede de pesca. Mas o que já foi uma mera prática cultural dos povos do mar tornou-se, há alguns anos, uma verdadeira, e lucrativa, máfia do extermínio de tartarugas marinhas. Estima-se em 200 quilos de carne comercializada por semana. Ou aproximadamente R$ 260 mil por ano na atividade proibida por Lei. Os compradores são de Acaraú, Itarema e Fortaleza. Mas podem ser de qualquer lugar o apetite da culinária exótica.

Com raras exceções, o abate e comércio são ilegais em todo o mundo. Está no Ceará um dos problemas mais críticos de toda a América Latina. Polícia Federal e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) têm dificuldades de flagrar o abate, tamanha é a articulação dos grupos. Várias operações fracassaram porque, simplesmente, os ilegais foram mais espertos que os fiscais. Como se fôssemos turistas, fomos aos locais de abate e venda e constatamos o discreto comércio do “boi do mar”.
 
Fonte: Diário do Nordeste
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