Ar@quém News - sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Opinião – Torcedores no banco dos réus

Da Jangadeiro Online - "Dois torcedores sentam hoje no banco dos réus. Eles são acusados do assassinato de um garoto e da tentativa de homicídio de outro numa briga de torcidas ocorrida em fevereiro de 2008, no bairro José Walter. Até que enfim, torcedores brigões que convertem o futebol em guerra, a alegria em tragédia, são alcançados pelo braço da justiça.

Aliás, esse é o tipo do crime que tem tomado conta dos estádios brasileiros e do mundo. Em fevereiro também, mas já deste ano, tivemos o massacre num estádio do Egito. Morreram 74 numa briga gigante entre torcidas. Em Caucaia, dois torcedores foram também mortos quando se dirigiam para o recente clássico entre Ceará e Fortaleza, no Presidente Vargas.

Em recente comentário, o comentarista Wilton Bezerra, da TVC, fez um veemente protesto contra a violência entre as torcidas. Considerou um comportamento coletivo estúpido. É uma onda que cresce pela impunidade e que se nutre da má índole como da linguagem esportiva em virtude do uso de termos excitativos da violência. O jogo comum é visto como confronto, refrega, guerra ou vingança de uma derrota. E o sucesso é visto no ataque e na artilharia, nomes que indicam agressão.

Os grandes ídolos são apelidados de “animal”, “matador”, “imperador” e outros termos fortes que sugerem violência. É urgente uma conscientização geral para resgatar o sentido de cultura e lazer de um esporte de massa como o futebol. E cabe às autoridades agirem com rigor para desestimular o sentimento de gangues incorporado pelas torcidas, afastando os criminosos dos estádios. Esporte é vida, e não teatro de violência, campo de guerra, de destruição e morte."
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