Um ex-oficial do Exército confirmou, em entrevista publicada neste domingo no jornal O Globo, a existência de um centro clandestino de tortura durante a ditadura militar, chamado de "Casa da Morte", que só era conhecido a partir das denúncias feitas pela única sobrevivente do local.
"Tinha outras. Eu organizei o lugar. Quem eram as sentinelas, a rotina e quando se dava festa para disfarçar, por exemplo. Tinha que dar vida a essa casa", disse o tenente-coronel da reserva Paulo Malhães, de 74 anos, ex-oficial do Centro de Informações do Exército (CIE).
O militar admitiu ter atuado como oficial deste organismo de inteligência da ditadura na década de 70 numa casa localizada na cidade de Petrópolis, a cerca de 60 quilômetros do Rio de Janeiro, para onde eram levados integrantes de grupos que lutavam contra o regime. Malhães assegurou que a residência, que tinha sido alugada por um militar, era utilizada para tentar convencer militantes de organizações guerrilheiras e de esquerda a atuarem como informantes infiltrados do exército em seus respectivos grupos armados.
"Para virar alguém, tinha que destruir convicções sobre comunismo. Em geral, no papo, quase todos os meus viraram. Claro que a gente dava sustos, e o susto era sempre a morte. A casa de Petrópolis era para isso. Uma casa de conveniência, como a gente chamava", relatou o ex-oficial ao admitir o uso de métodos violentos.
Malhães contou ainda que diversas equipes trabalhavam na "Casa da Morte" e cada uma atuava com um preso individualmente. O militar não respondeu o que ocorria com os presos que se negavam a colaborar com a ditadura e assegurou que tudo o que ocorria no local era de conhecimento de seus superiores no Exército.
Ao ser perguntado se os presos eram assassinados, apenas disse que alguns "podiam sofrer consequências" se aceitavam ajudar a localizar seus líderes guerrilheiros mas davam informações falsas.
"Tinha outras. Eu organizei o lugar. Quem eram as sentinelas, a rotina e quando se dava festa para disfarçar, por exemplo. Tinha que dar vida a essa casa", disse o tenente-coronel da reserva Paulo Malhães, de 74 anos, ex-oficial do Centro de Informações do Exército (CIE).
O militar admitiu ter atuado como oficial deste organismo de inteligência da ditadura na década de 70 numa casa localizada na cidade de Petrópolis, a cerca de 60 quilômetros do Rio de Janeiro, para onde eram levados integrantes de grupos que lutavam contra o regime. Malhães assegurou que a residência, que tinha sido alugada por um militar, era utilizada para tentar convencer militantes de organizações guerrilheiras e de esquerda a atuarem como informantes infiltrados do exército em seus respectivos grupos armados.
"Para virar alguém, tinha que destruir convicções sobre comunismo. Em geral, no papo, quase todos os meus viraram. Claro que a gente dava sustos, e o susto era sempre a morte. A casa de Petrópolis era para isso. Uma casa de conveniência, como a gente chamava", relatou o ex-oficial ao admitir o uso de métodos violentos.
Malhães contou ainda que diversas equipes trabalhavam na "Casa da Morte" e cada uma atuava com um preso individualmente. O militar não respondeu o que ocorria com os presos que se negavam a colaborar com a ditadura e assegurou que tudo o que ocorria no local era de conhecimento de seus superiores no Exército.
Ao ser perguntado se os presos eram assassinados, apenas disse que alguns "podiam sofrer consequências" se aceitavam ajudar a localizar seus líderes guerrilheiros mas davam informações falsas.
Fonte: Veja - EFE