Ar@quém News - quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Letônia torna-se o 18º da zona do euro


A Letônia se torna hoje o 18º país a integrar a zona do euro, que reúne as nações europeias que utilizam o euro como moeda única. A UE (União Europeia) aprovou oficialmente em julho de 2013 a adoção do euro pelo país báltico.

A decisão formal foi dada pelos 28 ministros das Finanças da UE, em Bruxelas. A aprovação concluiu o processo de adesão. 

Antes, o Conselho Europeu, que reúne os chefes de Estado e de governo do bloco, o Parlamento Europeu e o Banco Central Europeu já haviam dado seu aval. A adesão da Letônia à zona do euro havia sido proposta em junho pela Comissão Europeia, o órgão executivo da UE. Apesar de festejada pelo governo, a adoção do euro não tem a simpatia de todos os cidadãos do país.

À época da aprovação oficial, pesquisas afirmavam que apenas um terço dos 2,3 milhões de habitantes apoiavam a decisão. Muitos temiam aumento de preços com a chegada da nova moeda. Duramente atingida pela crise financeira de 2008, a Letônia necessitou de ajuda de 7,5 bilhões de euros da União Europeia e do FMI (Fundo Monetário Internacional). O país adotou um plano de austeridade para se recuperar.

O país deverá ter crescimento de 4% em 2013, bem acima da expansão de Alemanha (0,5%) e França (0,2%), outros países que fazem parte da área de moeda única. Já a perspectiva para a zona do euro é retração de 0,4% do PIB (Produto Interno Bruto) da região em 2013. A Letônia torna-se o sexto dos chamados novos Estados-membros (os 12 países que aderiram à União Europeia entre 2004 e 2007) a adotar o euro como moeda, depois de Eslovênia (2007), Chipre e Malta (2008), Eslováquia (2009) e Estônia (2011).

O bloco inclui também Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo e Portugal. A Letônia pertencia à antiga União Soviética e ganhou sua independência em 1991, com o fim do bloco.

Hoje, o setor de serviços tem o maior peso na economia: 62,4%. A indústria equivale a 25,8% e a agricultura, a 11,8%. Entre os principais itens produzidos estão fibras sintéticas, máquinas agrícolas e farmacêuticos. O país depende da importação de energia e matérias-primas. 

Fonte: Folha de S. Paulo
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